Agora é oficial!

É o sonho de qualquer mulher. Até mesmo daquelas que dizem que não. No fundo eu sei que até essas sonham com isso. Talvez nós sejamos influenciadas pelos desenhos animados que vemos quando crianças, os quais aparecem princesas com cabelos impecáveis e vestidos maravilhosos (e olha que no desenho não existe Valentino, muito menos D&G).
Talvez porque também nesses desenhos todas as princesas terminam "felizes para sempre", e esse "felizes para sempre" dos desenhos, só se completa ao lado de um príncipe.
Ou talvez, e acho que é essa realemnte a explicação mais lógica, nascemos com esse instinto, essa forte tendência ao romantismo. Com exceções é claro.

Isso não quer dizer que não existam homens romanticos, nem que não existam mulheres sem uma gota de romantismo, mas no geral, somos nós que costumamos chorar vendo qualquer filme, inclusive Bamby (experiência própria).
Mas o fato é que, todas sonham em casar. Umas na praia, umas em sítios, umas de manhã bem cedo com as convidadas todas chiquerésimas com seus chapéis, outras à noite, para poder usufruir de brilhos e todo glamour que um casamento à noite pode proporcionar (esse é meu caso).

Calma, não vim aqui anunciar meu casamento. Não ainda. Sábado, trocarei essa aliança que foi amorosamente colocada em minha mão direita por uma de ouro. Sim, é isso mesmo que vocês estão pensando. O que era teoria agora vai ser prática.

O que muda quando você é noiva? Bem, depende da mulher. E do homem também. Tem aquelas que colocam a aliança no dedo e se casam depois de 14 anos. Pra essas, o noivado não muda nada, o que muda as coisas e faz o casamento acontecer é o tempo. E tem aquelas que após trocarem alianças começam uma correria louca e gostosa, os preparativos. Pra essas o noivado muda tudo. Em um minuto você era solteira, a garotinha do papai (e do vovô também no meu caso), e dali a pouco tempo passará a ser mãe de família (mesmo que os filhos ainda demorem uns anos a chegar).

Móveis, convite, lista revisada mais de 10 vezes, buffet, decoração, filmagem, Dj, salão, igreja, vestido (!), lembrancinhas, trilha sonora, lua-de-mel. Ufa! Deve ser bom demais correr atrás de provindeciar algo que você sonha há muito tempo. Deve ser não, é!
Algumas pessoas (jovens no geral), imaginam que casar é uma maravilha porque a partir de ter sido colocada a tal alinaça dourada na mão esquerda você tem passe livre para transar a hora que quiser, do jeito que quiser, aonde quiser. Mas eu acho sinceramente que casamento não é isso. Não posso dar certeza porque nunca me casei, mas acho que às vezes os "casados" devem trocar fazer sexo por ver um bom DVD agarradinhos debaixo do edredom num dia bem frio. Acho que na prática não é bem como os "jovens" imaginam. Como se eu não fosse jovem né? Mas é que não penso assim.

Casamento tem conta pra pagar, tem casa pra arrumar, tem comida pra fazer, tem goteira pra consertar, tem compras do mês e fila grande no mercado.
Me peguei imaginando o seguinte: Sabe aquela roupa que você acha que fica irresistível no seu amor? Pois é, depois que se casa você vai ver aquela roupa irresistível toda suja lá no fundo do cesto. E mais, você vai ter que lavar. Parece que perde o encanto não? E tem mais, de acordo com uma pesquisa do IBGE, os homens depois que se casam ajudam cada vez menos nas tarefas domésticas. As mulheres fazem 80% e os homens somente os 20% que sobram. Injusto não?

Calma, não to incentivando ninguém a não se casar. Mesmo com todos os pontos negativos, quero me casar. Acho que nada paga acordar todos os dias ao lado da pessoa que você ama, da pessoa que você escolheu passar o resto da vida. Sim, porque pra mim casamento é pra sempre. Não tem essa de casou e não deu certo separa. Acredito sinceramente que Deus separou uma pessoa pra cada ser que ele criou, e Deus não é maluco, ele não separaria 3 homens diferentes pra você casar durante a sua vida. Pronto, já descobriram porque não gosto da Gretchen.
Acho que nada paga acordar num domingo ensolarado e levar os filhotes pra passear. (Ainda que isso demore um pouco).


Quero cuidar do jantar, das nossas roupas, da MINHA casa. Sei que problemas virão, apesar de que eu e Rê nunca tivemos problemas. Pode acreditar, a gente nunca brigou. Mas não alimento a ilusão de que tudo será um mar-de-rosas. Até porque, casamento é bem diferente de noivado ou namoro. A diferença é que, quando os problemas vierem, nos saberemos resolvê-los. Eu não vo querer me separar dele só porque eu durmo sem ventilador ligado e ele só sabe dormir com ventilador ligado. E também não pretendo fazer como essas pessoas que dizem: "Não foi com essa mulher que eu me casei!". Foi com qual então? Acho isso ridículo porque ninguém obrigou a pessoa a casar, casou porque quis, agora não reclama. Levou pra casa consciente do que tava levando. O tempo muda as pessoas e as pessoas mudam com o tempo. E todo casal deveria entender isso. O que é necessário é que o amor seja maior que o tempo e que as mudanças. E é necessário também aprender a adaptar-se.

Bem, mas deixemos casamento pra depois porque ainda não é desse momento que estou desfrutando. Estou em um degrau abaixo. rs

Vou ter que me acostumar a usar uma coisa de ouro, porque não sou muito acostumada. Não pelo fato de ter poucas coisas de ouro, é por não gostar mesmo. Na verdade não é nem por não gostar, é porque eu gosto muito de prata, ouro branco e tal, e imagina eu toda de prata, com um anel de ouro? Não combina neh? Mas sem problema, vô usar mesmo assim!

Falar nisso, a aliança já ta comprada, e é linda! Vô colocar fotos aqui depois de sábado podem ficar tranquilos. rs
Bem, então é isso... Tô na promessa ainda de fazer o post sobre como vim parar aqui no trabalho, mas como sei que vai ser longo tô com preguicinha, rs. Mas prometo que no findi eu faço!
Desejo a todos um bom feriadão e um ótimo findi, porque eu sei que o meu vai ser esplêndido!

Aqui não é a Globo não, mas... "A gente se vê por aqui"!

Meu beijo,
Carollll

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Se o amanhã não vier

Às vezes paro e penso que a nossa vida é só o hoje. Temos a louca mania de achar que amanhã faremos tal coisa, amanhã veremos o tal filme, amanhã diremos que gostamos de determinada pessoa, amanhã faremos tudo o que adiamos da nossa vida do dia que mais nos passa certeza de qualquer coisa: O hoje.

O terreno do amanhã é incerto demais para os planos.

Ontem antes de dormir deitei na cama e fiquei analisando a minha vida. Renan tinha acabado de ir embora e fiquei pensando que aquela poderia ser a ultima vez que nos vimos.
E se ele sofresse um acidente no caminho pra casa? E se hoje ao acordar o trem que eu estivesse batesse e eu morresse?
Fizemos tantos planos para o dia de hoje, mas e se não tivermos a oportunidade de concretizá-los? Ontem aprendi uma coisa: Não podemos contar com o amanhã.

Talvez, a gente fique esperando a vida inteira para dizer aquela palavra que não dissemos porque achamos que teriamos outra oportunidade. Economizamos vida simplesmente porque deixamos para amanhã.

Comecei a pensar e não consegui não chorar. Desejei que o Renan voltasse correndo porque eu tinha umas coisas muito urgentes para falar pra ele, mas sabia que era necessário sua partida pois ele mora bem longe.

Se eu soubesse que ontem seria a ultima vez que eu o veria, eu gostaria de dizer para ele que ele é o melhor homem que eu já conheci, e que eu não mereço tanto. Se eu soubesse que ontem seria a ultima vez que nos veriamos eu pediria para ele sorrir e tiraria uma foto do seu sorriso. Eu gastaria muito tempo sentindo seu cheiro e acariciando suas mãos. Eu o abraçaria forte como se minha própria vida dependesse disso. Eu falaria "Eu te amo" milhões de vezes ao invés de admitir que ele já sabe disso. Eu brincaria com ele, eu riria muito, faria cosquinha, cantaria a nossa música bem alto, dançaria com ele onde quer que estivéssemos, num shopping ou na praça, havendo música ou não.
Por fim, eu deitaria com ele em algum lugar de grama bem verdinha e passaria a noite inteira ali olhando para o céu, vendo as estrelas, e aproveitando sua presença ao máximo. Eu jamais me despediria. Não gosto de despedidas. Eu mostraria o quanto ele é importante para minha vida, o quanto eu o amo, por mais clichê que parecesse.

Felizmente Deus me deu uma nova oportunidade hoje às 5h da manhã de fazer isso tudo. Hoje é o tempo presente, a vida presente. Estamos vivos e somente disso temos certeza.
São 11h da manhã, eu estou no trabalho, e estou contando os minutos para vê-lo. Vou abraçá-lo, fazer carinho nas suas mãos, cantar nossa música bem alto, dizer eu te amo até ele se cansar de ouvir, e ainda que ele se negue vamos dançar sim, no meio da rua, na varanda de casa, ou na sala. Na verdade, o lugar é o que menos importa.

Vou aproveitá-lo até o ultimo minuto. E se o amanhã não vier, eu terei desfrutado da melhor maneira que pude do hoje.

Todos os dias Deus nos reserva algo. Mas vai chegar o dia que o que nos estará reservado é simplesmente o fim de todas essas reservas diárias. O fim dos nossos dias.

Hoje quando sentei na estação enquanto esperava o trem pensava nisso. Pensei na noite anterior a qual dormi chorando por tantos dias desperdiçados, por tanto amor não dado que embrulhei e guardei num armário velho. É ai que está o desperdício da vida. No amor que não damos. Na prudência idiota que tem medo de arriscar.

O trem chegou. Fiquei olhando para aquelas pessoas dentro do trem como se fosse a ultima vez que as visse. Muitas delas pegam o trem comigo todos os dias. Todos os dias.
E se o rapaz que está a caminho do Colégio Militar não conseguir chegar lá? E se for o ultimo dia da menina ruivinha que trabalha na joalheria? E se aquele grupo de meninas e meninos que vem juntos todos os dias rindo e brincando nunca mais tiver a chance de se encontrar? Não sei... é desperdício demais levar uma vida monótona. Ninguém é capaz de um viver um momento duas vezes. Precisamos aproveitar o máximo que pudermos.

"Hoje vou viver como se fosse meu último dia", pensei ao olhar todas aquelas pernas dentro do trem. Vou almoçar como se fosse meu ultimo almoço, vou abraçar meu avô bem forte assim que chegar em casa, vou dizer à minha irmã que por mais que briguemos eu a amo muito, mais do que ela imagina. Vou trabalhar como se fosse meu ultimo dia aqui. E quando eu encontrar o Renan... bem, talvez eu não consiga falar nada.

E se o amanhã realmente não vier eu guardarei comigo o sorriso das pessoas que amo, as aventuras, o amor, a amizade sincera, os riscos corridos, a vida enfim. E se o amanhã não vier para mim, tenho certeza que as pessoas lembrarão do meu sorriso feliz, da minha espontaneidade, do amor que dei sem medidas, do quanto me entreguei às amizades, do quanto vivi tudo em sua totalidade, do quanto não me chateei com coisas bobas, o quanto eliminei o que era ruim e guardei o que era bom.

E quando eu morrer, seja amanhã ou daqui a 50 anos, quero que tenha a seguinte escrita em minha lápide:

"Não lamentem pois aqui jaz alguém que tomou banho de chuva, viu o sol se por, sorriu a maior parte do tempo, descomplicou as coisas, morreu de amor, se deu às amizades, fez o que queria fazer, aceitou as pessoas como elas são, viveu a vida em sua totalidade não temendo riscos ou sofrimento".
Embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu.

E você, o que faria se soubesse que só te resta um dia, o hoje? Pois então, te aconselho a ir lá e fazer tudo o que pensou, pois hoje pode ser realmente seu último.
E se o amanhã não vier?

Carolina Guimarães

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Ê laiá!

Ufa! Enfim um tempinho pra eu passar por aqui. Já tava com saudade!
Bem, tô meio sem tempo porque comecei a trabalhar essa semana... Dá licença hein?! rs
Então, como ia diuzendo, acordo às 5h damanhã, pego no trampo às 8h, saio às 17h, e depois vô diretão pra facul saindo de lá às 21:30. Ou seja, sem tempo pra nada. Mas sabe, que correria ótima essa!
Lá no trabalho é dez! As meninas super legais, e o clima é ótimo. Tô amando! rs

Bem, tá tudo indo na mais perfeita, só passei rapidinho mesmo pra att, porque tava chei ade saudade do meu bloguito. Nem passa pela minha cabeça abandoná-lo só porque agora tô "meio sem tempo".

Danni, "o segredo" agora não é mais segredo! e não pensa que eu esquecio não hein, queria saber se final de semana que vem (dia 27/10), você tá ocupada... Queria ir ver vocês! Tô com muita saudades de conversar ctgo menina...
"Danni-se a hora se é cedo se é tarde, Danni-se a capa, a foto, o encarte, Danni-se Figo, Ronaldo, Zidane, Danni-se tudo que não tiver Danni!"

Deixo aqui minhas beijocas pro meu amorzão que eu amo demais pra caramba! Você alegra meus dias e torna tudo mais leve. Pra sempre meu príncipe...

"Meu coração a bater, parece estar-me a lembrar, que se um dia te esquecer, será por ele parar".
Tô sem tempo pra nada ser feliz me consome!

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É ridiculo, mas é engraçado!

Estas são passagens retiradas do livro "Desordem no Tribunal". São coisas que as pessoas realmente disseram, e que foram transcritas textualmente pelos taquígrafos, que ainda tinham de permanecer calmos e impassíveis diante desses diálogos que ocorriam à sua frente.

Advogado: Qual é a data do seu aniversário?
Testemunha: 15 de julho.
Advogado: Que ano?
Testemunha: Todo ano.


Advogado: Essa doença, a miastenia gravis, afeta sua memória?
Testemunha: Sim.
Advogado: E de que modo ela afeta sua memória?
Testemunha: Eu esqueço das coisas.
Advogado: Você esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido?


Advogado: Que idade tem seu filho?
Testemunha: 38 ou 35, não me lembro bem.
Advogado: Há quanto tempo ele mora com você?
Testemunha: Há 45 anos.


Advogado: Qual foi a primeira coisa que seu marido disse quando acordou aquela manhã?
Testemunha: Ele disse, "Onde estou, Bete?"
Advogado: E por que você se aborreceu?
Testemunha: Porque meu nome é Célia.


Advogado : Me diga, doutor... não é verdade que, ao morrer no sono, a pessoa só saberá que morreu na manhã seguinte?

Advogado: Seu filho mais novo, o de 20 anos...
Testemunha: Sim.
Advogado: Que idade ele tem?


Advogado: Sobre esta foto sua... o senhor estava presente quando ela foi tirada?


Advogado: Então, a data de concepção do seu bebê foi 08 de agosto?
Testemunha: Sim, foi.
Advogado: Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha: Certo.
Advogado: Quantos meninos?
Testemunhas: Nenhum
Advogado: E quantas eram meninas?


Advogado: Sr. Marcos, por que acabou seu primeiro casamento?
Testemunha: Por morte do cônjuge.
Advogado: E por morte de que cônjuge ele acabou?


Advogado: Poderia descrever o suspeito?
Testemunha : Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado: E era um homem ou uma mulher?


Advogado: Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?
Testemunhas: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas.


Advogado: Aqui na corte, para cada pergunta que eu lhe fizer, sua resposta deve ser oral, ok?
Que escola você freqüenta?
Testemunha: Oral.


Advogado: Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar o corpo da vítima?Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30 h.
Advogado: E o Sr. Décio já estava morto à essa hora?
Testemunha: Não, ele estava sentado na maca, se perguntando porque eu estava fazendo aquela autópsia nele...

Advogado: O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?

Advogado: Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da vítima?
Testemunha: Não.
Advogado: O senhor checou a pressão arterial?
Testemunha: Não.
Advogado: O senhor checou a respiração?
Testemunha: Não.
Advogado: Então, é possível que a vítima tivesse viva quando a autópsia começou?
Testemunha: Não.
Advogado: Como o senhor pode ter essa certeza?
Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado: Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e cursando Direito em algum lugar por aí!

Que maldade hein... nem todo estudante de Direito é ignorante! Mas que é engraçado, é!

Meu beijo,
Carolllllll

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Não, a fila não anda!

Eu sou muito arrogante. Não é sério, juro. Não tenho a menor paciência com pessoas lerdas ou "demoradas". Talvez porque eu seja apressada demais. Tá, tudo bem, talvez eu não seja tão arrogante assim, já que eu gosto de pessoas velinhas. É mesmo, não sou tão arrogante. Não sou porque às vezes engulo minha arrogância pra não arrumar confusão. Alguém arrogante, jamais engoliria seu ego pra não sair brigando por aí. Mas às vezes meu "eu" do mal, meu Kini (só entenderão se entrarem no link no final do post e lerem as tiras), fala mais alto. Eu simplesmente não consigo ficar calada e vou avançando por cima das pessoas. Avançando num bom sentido. Claro que eu não fico que nem um bicho atacando as pessoas, mas confesso que chego a espumar de raiva. Talvez por isso tenha escolhido cursar Direito. Advogada tem que ter essa veia meio "quero fazer justiça" mesmo. Ops, tenho que me contradizer, não vou ser advogada. Quer dizer, talvez eu seja. Mas se for, vai ser paralelamente à minha outra profissão.

Acho ser advogada uma profissão muito suja. Sei lá, vou ganhar dinheiro mentindo pras pessoas, abusando da boa fé delas... Porque veja bem, se a vovó da minha melhor amiga, quer receber a pensão do marido, me apresenta o caso, eu vejo que não tem solução, você acha que eu vou falar que não tem solução? Se eu falar, eu não ganho dinheiro pra me sustentar, mas, ao mesmo tempo, se eu falo que sim sabendo que não há condições dela ganhar a causa, tô sendo falsa, injusta e nojenta. Sabe, não sei...

Hoje me estressei bonito. Primeiro, já estava estressada encubadamente. Se você pegar o trem, ficar 40 minutos em pé, pingando de suor num calor de 30 e muitos graus, com um bando de homens cheirando a cecê e bem pixulentos mexendo com você já é motivo de estresse considerável. Pra completar, me atrasei num compromisso importante por causa do lezado do motorista do ônibus. O esperto levou 1:20 minutos pra fazer um trajeto que poderia ter sido feito em 40 minutos tranquilamente. Mas me controlei na mairo classe.

Pra coroar a obra, por falta de tempo, não consegui fazer o que mais queria hoje. É fogo...
Mas não tem problema, amanhã é outro dia. E tudo o que não fiz hoje, remanejo pra amanhã.

Enfim fui renovar minha identidade. Tudo corria muito bem até que, a mulher disse que eu teria que ir no banco Itaú pagar o Duda pra renovar. Detalhe: Desembolsei R$42,00 pra renovar a bendita "Identificação Civil". Mas isso não é tudo. Quando cheguei no banco demorei uns 15 minutos até descobrir qual era o procedimento. Quando descobri, me dirigi à segunda fila (a primeira foi pra entrar no banco, um absrudo não?), e esperi um bom tempo até chegar a minha vez de usar o caixa eletrônico. Minha mãe entrou numa de fingir que ia ali e passar na frnete das pessoas. Fiquei lilás, e quando ela voltou pergunntei se ela queria ser linchada.

Depois que peguei o recibo no caixa eletrônico, me dirigi ao centro do banco e vi um rosto conhecido. E ele veio até mim:

- Eu não conheço você?
- Não sei. Acha que conhece?
- Acho sim.
- É, eu também acho. Você faz faculdade lá na São José?
- Faço sim, você faz?
- Faço também.
- Então é de lá, claro!

E muitos risos.

Meu mais novo "amigo" trabalhava no banco, e foi o responsável pelo bom tratamento que recebi dali em diante. Lógico, que numa situação normal eu não teria sido tão simpática, no mínimo eu acharia que ele estava me cantando, mas, como eu estava em "desvantagem", resolvi ser legal. E o bom foi que fui bem tratada e ele não me cantou, respeitou legal. À noite nos encontramos na faculdade, realmente ele era de lá.

O bom trato dele de nada adiantou, porque eu peguei o boleto, mas na hora de pagar... que decepção. Era no segundo andar, e a fila dava umas seis voltas. Na boa, tinha pra lá de 80 pessoas na fila. Obviamente desisti, já que não daria tempo de esperar.

Fiquei pensando comigo mesma... Como no Japão as empresas e bancos tem o dom sobrenatural de não fazer filas? Cheguei a conclusão de que isso é mal de brasileiro. Não podem ver um bando de gente sem fazer nada esperando algo que já vão formando uma fila. E o pior, uma fila que não anda.
Hoje foi um dia no mínimo estressante. No máximo nem sei o que foi. Foi sugado legal. Tive que resolver milhões de coisas e entretenimento e prazer zero. Pelo menos resolvi o que tinha de ser resolvido e não preciso mais me preocupar com coisas relevantes.

Essa semana aconteceu algo estranho. Recebi um email de alguém chamada Vivi, que disse ser leitora do blog e me fez uma série de perguntas pessoais! Bem, não tô muito acostumada com essas coisas, mas aqui vão as respostas Vivi:

1- Você prefere cachorro ou gato? Cachorro sem dúvida. Odeio gatos.
2- Massagem nos pés ou nas costas? Nas costas.
3- Tem algum desejo que nunca realizou e gostaria de realizar, mas sabe que não é possível? Sim, ter sardas.
4- Se pudesse pegar uma coisa do corpo de cada amigo seu e se "montar", o que pegaria e de quem? Pegaria os cabelo da Nathália, os pés da Tia Márcia, os olhos do Attie, as sombrancelhas da Rapha, as unhas da Rosana, e o sorriso da Caren. Apesar de me amar do jeito que sou ficaria assim.
5- O que você gostaria de fazer nesse minuto? Nossa, tantas coisas...

Bem, não sei porque você perguntou isso, mas estão ai as respostas. Gostaria de agradecer de coração ao elogios que fez ao blog, e prometo que irei me esforçar pra postar mais assiduamente! E perdão pela exclusão de algumas postagens, mas foi necessário.

Ah! Tenho boas noticias, mas só virão "ao ar" (q chic hein?), semana que vem. Aproveito este parágrafo alto astral para dizer que estou além de estressada, muito feliz. Tenho vivido coisas gostosíssimas e agradeço a uma série de pessoas que não convém citar porque posso esquecer alguém e ficaria feio.

Agradeço em especial a uma dessas pessoas pelo apoio, carinho, respeito e atenção. Rê, você é sempre demais. Você sabe que esse parágrafo é destinado à você. E não podia estar direcionado À outra pessoa. Você é o melhor!

Vou ficando por aqui porque tô toda jogadinha hoje.

Meu beijo,
Carolllll


Link -> http://www.felipeattie.com/

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Experiência...

Cheguei meia hora antes do horário previsto, porque sempre tenho esse costume mesmo em entrevistas.
Ao adentrar à recepção percebi um grupo de mais ou menos 15 pessoas já no local. Algumas estavam em pé conversando umas com as outras. Outras mais afastadas. Um homem sozinho, andava nervosamente de um lado pro outro e tinha pavor estampado no rosto. Uma menina, em pé ao lado do sofá, puxava assunto com as outras. Dei minha identidade, peguei o crachá onde lia-se "Visitante" e sentei no pequeno sofá.
Saquei da bolsa o livro que tinha vindo lendo no trem, e agora faltava pocuo para terminar. Comecei a lê-lo mas constatemente me desconcemntrava por causa da conversa da menina tagarela que estava em pé ao lado do sofá. Resolvi não lutar com a menina tagarela, e desisti de ler. Comecei a observar o comportamento das pessoas antes uma entrevista. Um homerm estava tão tranquilo, tão à vontade que mais parecia estar na praia. O outro, o nervosinho, parecia estar prestes à ser internado numa casa de repouso. A tagrela, mostrava certo nervosismo também em meio à sua tagarelice, mas um nervosismo num estágio normal. Eu também estava nervosa, mas pensei "Não tenho anda a perder". Na verdade tinha, era uma vaga ótima, a qual eu sonhava para ser meu primeiro emprego. Um emprego o qual milhões de garotas dariam a vida para ter. E o melhor, eu teria oportunidade de crescer, e conhecer muitas pessoas.

A entrevista estava marcada pra começar 10h da manhã, mas somente às 10:20h uma gorda senhora chamou todos que estavam na recepção à uma sala, a qual podiamos ler na porta "Sala de reunião".
Todos nos acomodamos, cada um em suas cadeiras e ela começou a apresentar-se. Era a Analista de RH. E tinha duias estagiárias. Uma das estagiárias era linda, a outra feia. A gorda que falava não era feia, mas também não tão linda quanto a estagiária. Era só bonita mesmo.
Logo em seguida entrarm na sala o Gerente Comercial, o Gerente Administrativo, o ex-Gerente comercial que havia sido promovido, e um outro carinha lá que não sei o que era mas devia ser gerente de alguma coisa também.

Enquanto eles falavam sobre a empresa, o cargo, o perfil do canditato à vaga e algumas coisas mais, eu viajava em tudo o que via ali. Comecei a perceber que o mundo aí fora te devora. Percebi também que só na época da idade da pedra que venciam os amis fortes. Hoje, vencem os capacitados e astutos.

Fiquei sinceramente pensando o que todas aquelas pessoas faziam ali. Qual era nossa motivação ao querer aquela vaga. Comecei a achar que o mais próximo da perfeição que o ser humano chega é numa entrevista de emprego. As pessoas vestem uma fantasia de super profissional e todas passam a ser um ser absoluitamente correto. Se perguntam na entrevista qual é o seu defeito elas dirão perfeccionismo, ou algo bem próximo a isso.

Minha vonatde era levantar e gritar que eu sou determinada, mas que as vezes sou preguiçosa sim, com licença. Mas que sou responsável e quando me mandam fazera lgo vou até o fim, mas que isso não quer dizer que eu não tenha defeitos. Tenho sim. Muitos até, Mas tento corrígi-los quando possível. Queria gritar que eu deveria ser contratada porque eu era um ser humano normal, diferente daquelas pessoas que estavam engessadas às cadeiras ao meu lado. Às vezes eu me perguntava se eles estavam tendo os mesmo pensamentos que eu, ou não, se estavam mesmo fingindo se interessar pela meia dúzia de baboseiras que o novo Gerente comercial (que aparentemente acabara de ser promovido e não sabia bulúfas do cargo), nos falava.

Foi quando a gorda do RH tocou no assunto experiência. Disse que não era necessário experiência e sim disponibilidade para aprender. Isso gostei. Acho chato essa sempresas que cobram experiência. É pura preguiça da empresa de treinar seus funcionários. tirando que a pessoa vem cheia de vício de mercado e até se adaptar à nova empresa leva um tempo.
Mas o que a gorda bonita disse depois, provou o contrário à frase que eu tinha gostado. Ela perguntou qual era a nossa experiência, dando-nos um papel em branco para ser desenvolvida uma redação. O tema? Experiência.
Minha cabeça já estava nas nuvens, e não hesitei em começar o texto. "Escrever é comigo mesma", pensei baixinho.

"Fiz cosquinha na minha irmã quando ela estava em meio à uma crise de sua doença só para ela poder rir. Certa vez tomei banho de chuva, e de madrugada senti dor nos pulmões. Acordei chorando e minha mãe deitando do meu lado, fez carinho em minha cabeça me acalmando até eu dormir. Já fui traída muitas vezes. Já perdoei algumas delas. Já fui perdoada também. Já desperdicei um talento, e descobri outros.
Já esquecei de dar feliz aniversário à alguém que eu amava muito, mas me desculpei e dei um "atrasado". Já ganhei um presente no meu aniversário que eu queria muito. Já ganhei coisas que nãogostei, mas recebi com um belo sosrriso no rosto. Nunca ganhei uma festa surpresa. Tenho muito medo de morrer e não ganhar uma nunca. Também não tenho filhos. Tenho medo de não tê-los. Quero quatro na verdade.
Talvez você não me contrate porque eu quero ter quatro filhos, e esse não é um bom perfil para uma executiva de sucesso. Ou talvez você me contrate porque alguém que quer ter quatro filhos precisa começar a ganhar dinheiro cedo e fazer uma poupança. Seja do jeito que for, acho que é muito mais interessante ter quatro filhos que me amem, do que ser uma executiva de sucesso.

Sabe uma vez eu quebrei o braço, às 22h da noite, pulando a piscina da minha casa. Minha mãe, trabalhava costurando, e foi exatamente no momento que ela estava saindo da máquina. Ela ficou amarela quando viu que meu braço tinha virado um "S". Quando chegou no hospital e os médicos colocavam meu braço no lugar, ela desmaiou. Sabem, eu amo minha mãe. Talvez isso não importe pra vocês, mas importa muito pra mim.

Quando era pequena eu bebia muita água da bica, porque eu tinha preguiça de subir pra beber a da geladeira na casa do meu avô. É tem mais isso, eu sou preguiiçosa às vezes. Mas além de preguiçosa, sou responsável. E acho que foi meu lado responsável que me trouxe aqui hoje. Acho que é meu lado responsável, que me faz procurar emprego todos os dias. Acho que meu lado responsável é o "responsável" pela minha incessante bsuca de ser alguém melhor. Alguém melhor não só profissionalemnte, mas alguém melhor com as pessoas.

Quase todos os dias eu faço compras pra minha tia. Ela tem 80 anos. O mercadinho é bem do lado da casa dela, mas ela não pode ir lá, ou não gosta, não sei... nunca perguntei. Às vezes eu estou atrasada para algum compromisso ou pra faculdade, e ela me pede para ir lá. Eu me atraso, mas raramente nego. E quando nego me sinto mal. Minha recompensa é ver a cara de felicidade que ela faz quando eu chego com as "compras", e uns trocadinhos que ela me dá que só dão pra comprar bala e nada mais. Na maioria das vezes as sacolas só contém açúcar, papel higiênico, café, biscoistos. Mas ela recebe como se fossem presentes de Natal. Ela andou reclamando que eu tenho ido em entrevistas de emprego e que logo logo quando eu trabalhar ela vai perder a secretária. É o preço que pagamos por viver num mundo capitalista.
Estou escrevendo um livro da vida dela. Não sei se vai ser publicado um dia. Não sei nem mesmo se alguém um dia vai chegar a lê-lo, Não sei nem mesmo se minha tia vai morrer antes que eu termine. O que eu sei, é que tenho que sonhar. E acreditar que o extraordinário é possível.

Uma vez eu fui assaltada por um anão. Outra vez eu deixei meu celular cair na poça d'água. Eu já tive uma redação minha incluida em um livro. Eu já me apaixonei por pessoas que nunca conheci.
uma vez eu fiz uma pinta de lápis no rosto pra sair porque eu achava chic. Já briguei com minha família e já planejei fugir de casa. Já admirei pessoas incríveis que morreram.

Uma vez fui ao cemitério pro enterro de uma amiga da minha mãe e chorei vendo as fotos dos mortos em suas lápides. E imaginando as lápides das pessoas que amo. Nesse dia pensei muito no meu avô, e assim que voltei do enterro o abracei, disse que o amava, e passei a tarde toda com ele. Ele ficou meio desconfiado, eu diria até meio constrangido, não somos muito acostumados a dizer que nos amamos, mas não importa, mesmo assim eu disse.

E já acordei de madrugada pra orar antes de ir pra escola. Eu já tive crise de sonambulismo. Ah! eu tenho terror noturno. Não posso dormir no completo escuro. Mas isso tem melhorado.

Já vivi tanta coisa. Mesmo com esses poucos dezoito anos. Talvez seja por isso que vocês podem, porventura achar que eu tenho pouca experiência, porque eu só tenho dezoito anos.
Talvez vocês estejam achando que eu sou uma idiota que fez uma redação sem sentido e acabou de arruinar qualquer possibilidade de ficar com a vaga. Talvez eu tenha arruinado mesmo. Mas pelo menos, mostrei à vocês que em entrevistas de emprego ainda existem seres humanos normais. Com qualidades sim, mas com defeitos também. Certa vez li que "[..] até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso, ninguém sabe qual defeito sustenta nosso edifício inteiro".

Eu já vivi tudo isso, e mesmo assim, vocês ainda podem me julgar sem experiência, ou sem capacidade para ocupar a vaga. E ai eu me pergunto: Experiência, experiência... o que é experiência se a todo tempo tudo se renova?

Carolina Guimarães"

- Terminei.
- É só colocar a folha aqui e sair por aquela porta à direita.

Obedeci, apertei a mão de um dos gerentes (não me pergunte gerente de que), o que parecia ser mais simpático, e sai pela tal porta. Dentro do elevador tinha 4 homens, todos de terno. Fiquei pensando o quanto eu sou livre.
Ganhei o mundo da rua e comecei a pensar na vida. É engraçado como acontecem as coisas. Um dia você acorda e não sabe o que vai acontecer, e nesse dia coisas te surpreendem. As melhoras coisas da minha vida aconteceram de repente. Prefiro agora deixar que as coisas aconteçam simplesmente. Acho que o gerente geral da Petrobrás jamais imaginou que um dia ele ocuparia tal cargo. Me senti mais livre quando saí daquela empresa comedora de pessoas todos os dias de manhã, e que vomita essas pessoas bem cansadas no final do dia. Talvez eu vá ser uma dessas pessoas que vai ser comida. Talvez não. Deixo a vida me responder.

Carolina Guimarães.

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Paz que excede todo entendimeto...

Me peguei numa agonia danada. Dessas que a gente sente quando estamos esperando que aconteça algo que desejamos muito. Meu peito aperta, às vezes tenho a impressão que dói mesmo.
Não é falta de confiança de que vai acontecer porque sei que vai, confio em Deus. Mas a vontade de apressar esse momento é tão grande que chega a consumir-me. Não gosto de ansiedade, mas não sei o que fazer para apaziguá-la. Peço à Deus que a faça diminuir até o momento que não existirá mais. Mas por hora não tem acontecido ainda.

Penso em ver um filme romântico comendo pipoca, ir correr na vila, ir no shopping. Mas não tiro a cabeça daquilo. É um passarinho que pousou na minha cabeça e não arreda o pé de jeito nenhum. E onde eu vou vai comigo. Tô fazendo de tudo pra esse passarinho não fazer ninho, senão, estraga tudo.
Eu espanto ele, mas ele não vai embora. Queria poder de peito aberto colocar esse passarinho pra voar e ir bem pra longe, mas não consigo. Esse passarinho me assusta e de certa forma me atrapalha. Sinto falta do que não aconteceu ainda como se me faltasse um dente na frente.

O nome desse passarinho é Ansiedade.

Achei muitas definições para o passarinho e entre elas estão: dificuldade de respiração, opressão, angústia, inquietação de espírito, desejo veemente, impaciência.

E é exatamente isso. Não quero mais isso na minha vida, mais o que fazer se o passarinho teima em ficar?
Esse final de semana li um versículo na Bíblia que me espantei. Me espantei porque parecia que falava de mim.
Logo ao ler pensei: "Meu Deus, é dessa paz que eu preciso".
Paz ao meu coração, pra acabar com essa ansiedade doida. E tem que ser essa, que excede todo entendimento. Excede todo entendimento porque quando eu deveria estar hiper ansiosa esperando acontecer, eu estarei em absoluta e perfeita paz. Eu quero isso. Espantar de vez esse passarinho chato e ficar em paz. Confiando em Deus.

"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus".

Filipenses 4: 6-7.

PS: Novidades pra contar muito em breve.

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