Fica proibido


“Fica proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer,
Ter medo das tuas recordações
Fica proibido não sorrir ante os problemas,
Não lutar pelo que queres,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar em realidade teus sonhos
Fica proibido não demonstrar o teu amor,
Fazer com que alguém pague pelas tuas dúvidas e pelo teu mau humor
Fica proibido deixar os teus amigos,
Não tentar compreender aquilo que viveram juntos,
Chamá-los somente quando precisa deles
Fica proibido não seres tu perante todos,
Fingir para as pessoas que não te importas,
Esquecer todos os que te querem
Fica proibido não fazeres as coisas para ti mesmo,
Não fazeres o teu destino,
Ter medo da vida e dos teus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse o último.
Pablo Neruda.

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Carolina por Carolina

Eu amo Fanta Laranja. Tomo qualquer outro refrigerante, mas Fanta laranja, particularmete, me encanta. Eu não bebo Coca-Cola porque eu não gosto. Eu gosto muito de ver The OC, e adorava o extinto Os Normais.

Não gosto muito de esperar. Na verdade não tenho paciência. É um paradoxo que chega a ser engraçado porque pra certas coisas eu sou muito paciente, já pra outras, sou tolerância zero.

Gosto de olhar no fundo dos olhos das pessoas. Algumas pessoas não gostam disso porque se sentem constrangidas, mas não me importo, eu olho assim mesmo. Eu sinto que quando olho lá no fundo dos olhos das pessoas eu posso sentir aquela pessoa, e por uns segundos eu viajo imaginando somente pelo olhar se aquela pessoa é verdadeira, é tímida, é turrona, brincalhona... Mas às vezes, quando encontro alguém que gosta mais de olhar nos olhos que eu, não consigo olhar e covardemente desvio o olhar. Não faço isso sem motivo, é simplesmente porque sou verdadeira, e esse é meu jeito de mostrar isso.
Se eu não gostar de vocÊ por algum motivo, pode ter certeza que você vai saber só pelo olhar. E se eu gostar, o olhar também vai dizer.

Apesar de verdadeira tenho medo de magoar as pessoas. Me coloco muito no lugar dos outros. Não faço com ninguém o que não gostaria que fizessem comigo. E às vezes, quando inevitavelmente faço, me sinto culpada e fico pensando no quanto aquela pessoa pode estar sofrendo.

Eu detesto bolsa pequena, e não consigo ficar de joelhos.

Ah, também não sei ficar sem falar. Não sei como tem certas pessoas ainda não enjoaram de mim. Meu pai sempre fala: "Nossa, como essa menina fala". É que eu tenho sempre muito assunto. Tudo pra mim é novidade, ou um acontecimento especial. Desde um encontro casual com alguém que não vejo há muito tempo, ou uma joaninha aparecer na minha blusa.

Gosto de gente. De pessoas. De estar cercada. Talvez por isso meu amor tão grande por andar de trem. O trem pra mim é um laboratório. É gente de tudo quanto é tipo, tudo quanto é cor, tudo quanto é jeito. De patricinhas à camelôs. Eu me apaixono pelas pessoas todos os dias. (Apaixono não no sentido literal da palavra, mas no sentido de admirar).

Eu me apaixono o tempo todo. Esses dias mesmo me apaixonei no trem por uma senhora de cabelos bem branquinhos que contava sua história no trem pra uma outra senhora. Eu de enxerida, ouvia a história. Meus olhos se enchiam de lágrimas toda hora. Parecia que eu tava vendo um filme. Eu nunca mais vou tornar a vê-la. Eu nem sei seu nome.

Anteontem eu tive pena de mim mesma. Não sei porque mas às vezes me dá isso. Eu queria saber se com as outras pessoas também é assim, mas tenho receio de perguntar. Vai que é só eu que tenho pena de mim. Vão me chamar de louca.

Eu tenho medo de fazer amizades porque me apego muito às pessoas. Tenho medo de me frustrar.
Eu tenho uma inteligência incrivel, porém não explorada por conta da minha preguiça indesculpável.

Eu não sei a diferença entre Bife à Milanesa e Bife à Parmegiana. Só sei que minha mãe faz e fica uma coisa assombrosamente deliciosa. Eu amo bala de canela de paixão. Quase ninguém gosta. E isso acaba sendo bom porque daí ninguém pede bala e sobra mais pra mim.

Às vezes as pessoas fazem com que eu me sinta ridícula. Eu chego até a me sentir assim realmente. Mas ai eu percebo que não, que eu sou muito superior a eles. Eu decobri que a inveja é o mais alto estágio da admiração profunda. Eu sou sim o último refrigerante do deserto. Eu sou sim o ultimo Trakinas do pacote. E não deixo mais ninguém me convencer do contrário.

Eu sou louca por cinema. Completamente maluca. Doidona mesmo. Meu filme preferido é "Diário de Uma Paixão". Não há nada que me dê mais prazer do que eu indicar esse filme e a pessoa passar a amá-lo como eu amo. E consequentemente não há nada que me frustre mais do que alguém vê-lo e tratar como se fosse um filme qualquer.
"Diário de uma paixão" é meu preferido sem a menor dúvida. Eu me identifico com o filme, parece que tô dentro da história. Eu posso vê-lo 427 vezes que não enjoo. E choro todas vezes. É espetacular.Mas o meu xodó é "Dirty Dancing - Ritmo Quente". A única pessoa que consegui fazer amar esses dois filmes como eu até hoje, foi minha mãe. Os demais acho que fingiram que gostaram pra me agradar.
Eu detesto filmes violentos, mas gostei de "Tropa de Elite". Os filmes que eu mais odeio são "Tempo de Violência", do Kent Tarantino, "Piratas do Caribe", toda a trilogia, e "Jogos Mortais", todos os quatro que já saíram. Eu amo comédias românticas. Gosto muito de filminhos água com açucar.

Qualquer pessoa que me der um miojo consegue me comprar. Se for de tomate então... É a pior torutra que existe, me dar um miojo e não me deixar comer, e minha mãe sempre faz isso. Acho que eu conto tudo. Na época da ditadura, se eu fosse torturada, nem precisariam encostar em mim. Com um miojo eles conseguiriam toda a informação que quisessem.

É necessário muito esforço pra me deixar chateada. É uma árdua tarefa. Apesar de que, tem pessoas com as quais eu já tenho uma chateação acumulada, então, qualquer coisa é motivo pra explodir.

Acredito em destino. Como pode alguém viver sem acreditar que existem coisas que já são destinadas à você? Acho sim que existem coisas que já são pré-determinadas à virem às minhas mãos, sem que eu precise fazer muito esforço.

Não acredito em sorte. Uma pessoa faz sua própria sorte. Também não acredito em signo. Acho que astrologia é como um jogo de baralho. Alguém que não tinha o que fazer inventou pra se divertir. Também não gosto de baralho. Acho chato.

Antigamente só gostava de suco de abacaxi e laranja. Mas depois que andei de avião, gostei do de manga também. Engraçado, que agora em todo lugar que eu vou só peço de manga. Fui descobrir que gosto ao 18 anos.

Todo dia descubro alguma coisa. Às vezes descubro em mim mesma, e fico rindo sozinha, como uma doida. Esses dias descobri que o Colégio Militar não é nada do que eu pensava. Eu achava que era igualzinho um quartel. Mas descobri que até lá os jovens são normais. Eles zoam, namoram, riem, brincam, alguns não estudam, e até repetem. Pra mim, quem repetia lá tinha que sair.

Mas ainda tenho muito o que descobrir.

Admiro a Bruna surfistinha pela sua garra e coragem, mas em minha opinião ela está longe de ser uma heroína. Leio o blog dela direto, e já até trocamos alguns emails. A admiro pelo que é, não pelo que fez.

Não gosto da Xuxa. Depois que soube de algumas dela, acabei perdendo a simpatia. Paciência...

Tenho um defeito horrível. Eu elimino as pessoas. Eu posso ser amiga de alguém, que se me der na telha que não quero mais, ou enjoar dessa pessoa, eu simplesmente, deixo de reparar, vou falando cada vez menos, até ela ser completamente eliminada. Não faço de propósito, é involuntário. Quando me dou conta, já nem falo mais com aquela pessoa. Sei que isso feio, mas ainda não consegui melhorar isso em mim.

Às vezes eu acordo amando ser eu mesma. Às vezes acordo de mau humor e tenho vontade de fuzilar o vagão inteiro. Às vezes tenho vontade de ir no cinema sozinha, e às vezes tenho uma vontade louca de sair pra jantar à dois.

Amo cebola, alho, pimenta, e afins. Eu odeio azeitona, palmito, milho, champion e queijo ralado. Amo a pizza da parmê e os sanduíches da Subway. Adoro ver um dvdzinho no quarto dos meus pais. Amo o inverno. Amo verde.

Não sei viver sem telefone.

Me apego muito as coisas e as pessoas. Não gosto de me desfazer dos meus pertences, e quando não tenho escolha, me desfaço comum certo pesar. Odeio perder pessoas. Quando digo perder, não estou falando de morte. Perder o contato é pior que morrer. Perder a amizade por causa da distância, perder o contato porque acabou o ano. São telefonemas cada vez mais raros, conversas cada vez mais espaçadas, amor cada vez menos dado. É horrível quando isso acontece. E sempre teima em acontecer comigo. Mas não há o que fazer, não tenho como evitar, porque não depende só de mim.

Tenhos muitos sonhos, e sei que a maioria deles irei realizar. Meu maior sonho é ser mãe. Claro, que daqui a muito tempo. Mas quando tiver, quero ter quatro. Mas quero ter quatro filhos e ter tempo e dinheiro para cuidar deles, senão, não vale de nada.

Ainda quero conquistar muita coisa nessa vida, mas às vezes, tenho essa sensação, que estou tendo agora, de que Deus já me deu tudo o que eu preciso pra viver e ser feliz, e que não me falta mais nada.

Meu beijo,
Carollll

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Caminhando e cantando, e seguindo a canção...

Está de tarde, meu horário mais fértil. Ao meu redor todas "trabalham em silêncio" e sou tomada por uma certa liberdade. Essa fertilidade não se traduz necessariamente em qualidade literária, vou logo avisando. Posso ser, nessas tardes, muito genial ou imbecil. Torço sempre por uma graduação intermediária.

Bom, demorei pra conseguir enfrentar a "Página Em Branco" pra escrever este post. Estava há muito tempo sem postar, meu cérebro engessou.

Gosto de escrever à mão, mas agora tenho que traduzir pro super hiper teclado que me liga à grande nave mãe chamada internet.
Na verdade são muitas as minhas dificuldades (que talvez não interessem a ninguém, pois afinal, opinião pessoal e lamúrias são dispensáveis, mas enfim...)


Não sei pra que serve um Blog. Meu racional entende, mas meu emocional, que é o que alavanca minha construção de idéias, ainda não. Mas amo ter esse espaço.

Tenho tido como condição indispensável pras minhas escritas, um interlocutor, um objeto com quem me comunico. Por exemplo, sou ótima escritora de cartas de amor ( e consequentemente, receptora também).

Tenho por hábito escrever desde que aprendi, lá na infância. Sempre me fascinou, por isso mesmo quando surgiu a idéia de começar um blog, fiquei “em chamas”, achando que seria perfeito pras minhas modestas aspirações. Fiquei surpresa com minha hesitação. O fato de não saber pra quem escrevo me assustou, mas agora está me sendo um estímulo.

Tenho minha “Caixinha de Pandora”, nela guardo coisas que escrevi desde sempre. As mais importantes estão lá. Tem de tudo, sentimentos sinceros, pensamentos (às vezes) cristalinos, momentos preciosos, delícias. Se for me sentindo segura, vou “botar na roda”.

Bem, não era assim que imaginava “abrir este post”, me jogar novamente no Mundão. Sim, a internet é o Mundão. Pra bem ou pra mal, se está lá: É!
Queria apenas aparecer aqui, quem sabe criar um vinculo na rede e ver como volta. Com total curiosidade, aliás ingrediente primordial da minha personalidade. Se for dizer algo de mim, direi que sou curiosa, sempre fui.

Aí, viu? Já estou aparecendo...

Sou estudante e filha, e tudo que isto implica, que é muito assunto pra uma primeira apresentação. Tudo em mim é complexo. Minha cabeça nunca pára de pensar, sou complexa, muito embora, não viva sem um banho de mar. Então acho que sou complexa mas também não sou, pois não existe nada mais libertadoramente simples do que um banho de mar.

Mudei de colégio poucas vezes durante minha vida acadêmica. Sempre gostei de novos desafios, ambientes, horizontes, amizades, gente.
Gosto muito de gente e das suas idiossincrasias.

Como sou ultra curiosa com a vida, sou com gente. Por isso devo ser tão doida pelos filmes do John Cassavettes, pois ele trata de gente, do amor e da falta de amor dessa gente que ele retrata.

Tenho apostado muito que as coisas simples da vida é que nos trazem felicidade, e tenho uma fé incrível.
Beiro sempre a Polyana, aquela, a do livro.
Tenho um cão, Tico (Pinscher), que está com 4 anos ( já!) e o simples pensamento que daqui há bem pouco tempo ele se irá desta pra uma melhor, acaba comigo, não resisto e choro copiosamente.

Sou música total no coração. Admiro músicos. Até trilha sonora minha vida tem, e o tema principal da "minha" personagem é Heaven, cantada por Dj Sammy e Yanou.

Amo chocolate branco. Tomo refrigerante só se for fanta laranja, troco uma refeição por um doce sorrindo. Sou, segundo meus amigos, "fresca". No entanto, acho que sou um péssimo e ótimo exemplo de "caos controlado". Achei um equlíbrio saudável na minha bagunça.

Me chafurdo até não poder mais sempre, superando limites e abrindo novas demandas sempre com a Mônica e o Cebolinha, há mais de uma década.

Progressos e superações me emocionam. Viver é se superar, quando essa possibilidade cessa, acho que a vida deve ficar bem sem graça.


Choro em vitória do Brasil no Pan, nas Olimpíadas e, em qualquer competição quase. Só no futebol, que não mais. Acho que futebol virou empresa, quase deixou de ser esporte. Há algo fedido no seu mundo milionário.

Agora, estou impregnada de Clarice Lispector. Um sonho realizado mas ainda não totalmente “gasto”. Ainda não gastei Clarice toda, quero vida longa pra mim nela. Acabei deixando um pouco Mr. Carlos Drummond de lado.

Não tenho Voip e Second Life, nem sei direito o que vem a ser. Mas tenho amigos maravilhosos que cuido há anos e que estão bombando loucamente em minha vida. Isso, por si só me dá uma felicidade...

Meu corpo tem me pedido pra malhar. A atleta que nunca virei está meio revoltada com a sedentária que sempre fui.

Acho que me mostrei um pouco nas entrelinhas. Quem sabe acho um ou outro do outro lado do monitor? Se achar, podemos falar da minha paixão por cinema, pela Clarice, por pessoas, por chocolate branco, por desafios, pela curiosidade na vida, pela maternidade, copos-de-leite. Tem um mundo de coisas esperando pra serem tocadas nas linhas desse blog.
Vou tentando achar o meu tom, o meu povo. Informo que toda ajuda será bem recebida, e na verdade é exatamente isso o que quero, portanto fiquem à vontade.

Pra terminar, pois não posso deixar passar:
Tô muito irritada com esse Brasil da Esculhambação que vivemos hoje. Quero fazer campanhas contra tudo de bosta que temos aí. Desde o motorista imbecil que não para nos pontos pros idosos, até o voto secreto naquele podre poder lá de Brasília.

Da minha Caixinha de Pandora:
Tinha 13 anos e tinha esperanças de um Brasil melhor.

"Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantado
E seguindo a canção...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...

Pelos campos a fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados

Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer..."

Geraldo Vandré - "Pra não dizer que não falei de flores"

Meu Beijo,
Carolina Guimarães.




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