Caminhando e cantando, e seguindo a canção...

Está de tarde, meu horário mais fértil. Ao meu redor todas "trabalham em silêncio" e sou tomada por uma certa liberdade. Essa fertilidade não se traduz necessariamente em qualidade literária, vou logo avisando. Posso ser, nessas tardes, muito genial ou imbecil. Torço sempre por uma graduação intermediária.

Bom, demorei pra conseguir enfrentar a "Página Em Branco" pra escrever este post. Estava há muito tempo sem postar, meu cérebro engessou.

Gosto de escrever à mão, mas agora tenho que traduzir pro super hiper teclado que me liga à grande nave mãe chamada internet.
Na verdade são muitas as minhas dificuldades (que talvez não interessem a ninguém, pois afinal, opinião pessoal e lamúrias são dispensáveis, mas enfim...)


Não sei pra que serve um Blog. Meu racional entende, mas meu emocional, que é o que alavanca minha construção de idéias, ainda não. Mas amo ter esse espaço.

Tenho tido como condição indispensável pras minhas escritas, um interlocutor, um objeto com quem me comunico. Por exemplo, sou ótima escritora de cartas de amor ( e consequentemente, receptora também).

Tenho por hábito escrever desde que aprendi, lá na infância. Sempre me fascinou, por isso mesmo quando surgiu a idéia de começar um blog, fiquei “em chamas”, achando que seria perfeito pras minhas modestas aspirações. Fiquei surpresa com minha hesitação. O fato de não saber pra quem escrevo me assustou, mas agora está me sendo um estímulo.

Tenho minha “Caixinha de Pandora”, nela guardo coisas que escrevi desde sempre. As mais importantes estão lá. Tem de tudo, sentimentos sinceros, pensamentos (às vezes) cristalinos, momentos preciosos, delícias. Se for me sentindo segura, vou “botar na roda”.

Bem, não era assim que imaginava “abrir este post”, me jogar novamente no Mundão. Sim, a internet é o Mundão. Pra bem ou pra mal, se está lá: É!
Queria apenas aparecer aqui, quem sabe criar um vinculo na rede e ver como volta. Com total curiosidade, aliás ingrediente primordial da minha personalidade. Se for dizer algo de mim, direi que sou curiosa, sempre fui.

Aí, viu? Já estou aparecendo...

Sou estudante e filha, e tudo que isto implica, que é muito assunto pra uma primeira apresentação. Tudo em mim é complexo. Minha cabeça nunca pára de pensar, sou complexa, muito embora, não viva sem um banho de mar. Então acho que sou complexa mas também não sou, pois não existe nada mais libertadoramente simples do que um banho de mar.

Mudei de colégio poucas vezes durante minha vida acadêmica. Sempre gostei de novos desafios, ambientes, horizontes, amizades, gente.
Gosto muito de gente e das suas idiossincrasias.

Como sou ultra curiosa com a vida, sou com gente. Por isso devo ser tão doida pelos filmes do John Cassavettes, pois ele trata de gente, do amor e da falta de amor dessa gente que ele retrata.

Tenho apostado muito que as coisas simples da vida é que nos trazem felicidade, e tenho uma fé incrível.
Beiro sempre a Polyana, aquela, a do livro.
Tenho um cão, Tico (Pinscher), que está com 4 anos ( já!) e o simples pensamento que daqui há bem pouco tempo ele se irá desta pra uma melhor, acaba comigo, não resisto e choro copiosamente.

Sou música total no coração. Admiro músicos. Até trilha sonora minha vida tem, e o tema principal da "minha" personagem é Heaven, cantada por Dj Sammy e Yanou.

Amo chocolate branco. Tomo refrigerante só se for fanta laranja, troco uma refeição por um doce sorrindo. Sou, segundo meus amigos, "fresca". No entanto, acho que sou um péssimo e ótimo exemplo de "caos controlado". Achei um equlíbrio saudável na minha bagunça.

Me chafurdo até não poder mais sempre, superando limites e abrindo novas demandas sempre com a Mônica e o Cebolinha, há mais de uma década.

Progressos e superações me emocionam. Viver é se superar, quando essa possibilidade cessa, acho que a vida deve ficar bem sem graça.


Choro em vitória do Brasil no Pan, nas Olimpíadas e, em qualquer competição quase. Só no futebol, que não mais. Acho que futebol virou empresa, quase deixou de ser esporte. Há algo fedido no seu mundo milionário.

Agora, estou impregnada de Clarice Lispector. Um sonho realizado mas ainda não totalmente “gasto”. Ainda não gastei Clarice toda, quero vida longa pra mim nela. Acabei deixando um pouco Mr. Carlos Drummond de lado.

Não tenho Voip e Second Life, nem sei direito o que vem a ser. Mas tenho amigos maravilhosos que cuido há anos e que estão bombando loucamente em minha vida. Isso, por si só me dá uma felicidade...

Meu corpo tem me pedido pra malhar. A atleta que nunca virei está meio revoltada com a sedentária que sempre fui.

Acho que me mostrei um pouco nas entrelinhas. Quem sabe acho um ou outro do outro lado do monitor? Se achar, podemos falar da minha paixão por cinema, pela Clarice, por pessoas, por chocolate branco, por desafios, pela curiosidade na vida, pela maternidade, copos-de-leite. Tem um mundo de coisas esperando pra serem tocadas nas linhas desse blog.
Vou tentando achar o meu tom, o meu povo. Informo que toda ajuda será bem recebida, e na verdade é exatamente isso o que quero, portanto fiquem à vontade.

Pra terminar, pois não posso deixar passar:
Tô muito irritada com esse Brasil da Esculhambação que vivemos hoje. Quero fazer campanhas contra tudo de bosta que temos aí. Desde o motorista imbecil que não para nos pontos pros idosos, até o voto secreto naquele podre poder lá de Brasília.

Da minha Caixinha de Pandora:
Tinha 13 anos e tinha esperanças de um Brasil melhor.

"Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantado
E seguindo a canção...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...

Pelos campos a fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados

Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer..."

Geraldo Vandré - "Pra não dizer que não falei de flores"

Meu Beijo,
Carolina Guimarães.




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