Um novo amanhecer

É, 2008 já esta às portas. Esse ano voou, e quase não vi passar. Tanta coisa boa aconteceu. Tantos planos realizados. Tantas amizades feitas. Foi bom demais.

Amanhã é noite de natal, e o que mais gosto no natal, é que as pessoas ficam com seus espíritos anestesiados pro mal. Todo mundo fica mais flexível, mas bondoso, mais sorridente. Acho que as pessoas deveriam conservar isso o ano inteiro.
Mais um natal. Fiz um balanço hoje do que fiz do ultimo natal até o dia de hoje. Acho que fui bem... Tentei acertar mais do que errar. Mas pequei em não conservar o ano inteiro toda a bondade e inocência que me ivadiram em 24/12/06. Daqui a pouquinho vamos entrar em um novo ano, e o que esperar dele? Esperei tata coisa para 2007... Esperei uma paz que não vi acontecer. Esperei ver mais sorrisos que lágrimas. Mas niguém pode ter tudo.

Hoje ao olhar pra trás não me arrependo do ano que passou. Ao contrário, olho pra trás e vejo que tudo o que passei contribuiu para hoje eu ser a pessoa que sou. Dias inesqueciveis, momentos, brigas, choros, sofrimentos, superação, gargalhadas, estresse, passeios... Momentos felizes são bons, mas os tristes são necessários. Para crescer. Amadurecer.

Não me arrependo de nada, todos os que passaram por mim, deixaram um pouco de si, levaramum pouco de mim. Vi a vida de uma forma mais leve, procurei apreciar as qualidades das pessoas, sem me preocupar muito com os defeitos.
Me esforcei pra matar meu orgulho e elevar minha auto-estima, por alguns momentos consegui isso e acho que me tornei alguém com quem é bom se conviver.
Procurei ajudar aqueles que sei que não simpatizam comigo, porque de certa maneira, eles são pessoas doentes da alma. Percebi que a vida é muito curta para se viver um dia duas vezes, portanto inovei.

Somos todos especiais, de um jeito ou de outro. Não acredite se alguém lhe disser que não, pois pessoas assim, são pessoas que precisam derrubar alguém, para subir e se sentirem importantes.

Dê sempre o seu melhor, seja para varrer a calçada, ou para uma entrevista numa grande empresa. Se não puder fazer tudo, faça tudo o que puder.
Não troque bons momentos por dinheiro, dinheiro acha-se em todo lugar, amor não. Não há sofrimento que não tenha solução, a cura sempre será maior do que as feridas.

Saiba esperar, seja o ônibus ou um grande amor. Paciência é uma virtude.

Vou me preocupar somente em ser amiga e não saber quem é inimigo Pois assim, eu vou conseguir apertar a mão de quem me odeia e ajudar a quem não faria o mesmo por mim. Acho que a beleza da vida é você não negar seus próprios principios por causa dos outros. Essa história de "minha educaçao depende da sua" não funciona comigo. Minha educação, meu caráter, não dependem de ninguém. Podem chamar de boba, otária até, mas sou assim. Dou sim a outra face.

Nesse novo ano, antes de desejar qualquer coisa pra mim ou para os que amo, desejo que o mundo tenha mais amor. Antes de ter paz, antes de dinheiro, antes de sucesso. Que haja amor. Que haja amor pelo próximo, que haja amor por aquele a quem você não conhece. Ao motorista do ônibus, à caixa da padaria, ao mendigo do centro da cidade. À criança que oferece uma balinha no sinal e não damos dez centavos que temos dentro do carro porque "achamos" que quem obriga a criança a pegar o dinheiro são seus pais. Que façamos a nossa parte sem esperar nada em troca. E sem querer saber pra onde aqueles trocadinhos estão indo, porque pode sim ser para algo que não seja para aquela crianaça, mas também pode ser para ela. Deus vê todas as coisas. Inclusive as intenções do nosso coração.

Que sejamos mais inocentes e menos arrogantes. Que tenhamos consciência de que ninguém é o centro do universo. E que somos tods iguais. E que a vida é um sopro, que pode acabar em um segundo.

Esse ano eu quero falar mais com Deus, e reclamar menos das coisas. Quero sonhar mais. Quero dizer mais "sim" para a vida. Quero sorrir quando o mundo me disser "não", em todos os sentidos. Quero sentir mais a beleza da vida, das coisas e das pessoas. Quero ser mais inocente.

Quero amar mais, sorrir mais, florir mais. Quero tocar os dias com paz, amor, sossego, serenidade. Quero mais chuva, mas sol, mais lágrimas de alegria, mais notícias de nascimentos, e quase nenhuma notícia de morte. Quero sentir mais saudade, e poder matar essa saudade depois. Quero amadurecer com os erros e assimilar as broncas como fatores de crescimento.

Quero ser mais flexível. Ouvir mais música, dançar mais. Ficar acordada de madruagada, ver mais o sol nascer. Mais do que vi esse ano.

2008 vai ser o meu ano. Vai ser o ano de ser diferente, de fazer diferente, de pensar diferente. E na virada do ano, enquanto as pessoas estiverem bebendo, sorrindo, e desejando feliz ano novo umas para as outras, eu vou fechar meus olhos, e pedir à Deus com muita força, vou pedir amor, muito amor. Eu quero ver tudo transbordando de amor. Porque de todos os problemas que estão sem solução nesse mundo, o amor resolve todos.

A deficiência do mundo é a falta de amor.
Um 2008 cheio de amor para nós.
Carolina Guimarães.

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Recordações Saudade

Hoje lembrei muito de minha infância. Ô época boa da nossa vida que a gente só percebe o quão maravilhosa era quando termina. É estranho porque dá uma saudade de coisas que nem sequer lembramos direito.

Quando eu era pequena só dormia na casa do meu avô. Nunca quis dormir na "minha casa", com minha mãe e minha irmã. Não sei porque mas sempre fui muito apegada com meu avô materno, até hoje. Eu adorava dormir lá, pra dizer a verdade até hoje gosto. Meus avós tem a mania de dormir com o rádio ligado, bem baixinho, mas no calor da madrugada, quando não há som algum lá fora, aquele volume mínimo se tornava uma coisa assombrosamente alta. Eles sempre ouviam, quer dizer, ouvem até hoje, uma rádio que eu nunca ouvi em lugar nenhum, só lá. Isso não quer dizer que eles compraram uma rádio pra eles, é que nunca vi por aí alguém ouvindo rádio Tupi. Talvez existam outros velhos que escutem. Não sei. Só sei que eu achava a coisa mais linda desse mundo. Tocava umas músicas tão lindas, umas melodias tão gostosas de ouvir. De uma eu lembro bem:

"A deusa da minha rua
Tem os olhos onde a lua
Costuma se embriagar
Nos seus olhos eu suponho
Que o sol, num dourado sonho
Vai claridade buscar"
Era na voz de Nelson Gonçalves. Eu achava a coisa mais linda de Realengo todo. E do mundo também.
- Vô?
- Oi.
- Um dia quando eu casar essa música pode tocar no meu casamento?
- Você que escolhe minha filha.
- E eu posso escolher essa?
- Pode.
- E a senhor acha que até lá eu mudo de idéia e enjoo dessa?
- Parece que acho.
Às vezes eles dois dormiam e eu continuava acordada só pra ver o que ia tocar no rádio. Tinha uma propaganda de remédio que eu nunca mais esqueci. "Se você tem dor nas costas, bico de papagaio, você precisa tomar Cloreto de Magnésio".
A voz do moço era tão linda. Eu ficava tentando imaginar a cara dele. Na minha imaginação ele era alto, dos cabelos bem lisos e pretos. E tinha covinhas (Eu amava covinhas). E devia ser atlético, nao musculoso, porque eu achava feio. E devia ter um pássaro solto no sorriso.
Eu sonhava que um dia eu ia casar com o moço da propaganda do remédio, e que ele ia cantar "A deusa da minha rua" com aquela voz linda só pra mim.
Eu dormia num colchão que ficava no chão do lado da cama dos meu avós. E amava dormir naquele colchão, ouvindo aquele rádio, com a luz do abajour iluminando meio quarto e assim não me deixando ficar com medo. Eu trocaria hoje dez camas King Size, por uma noite novamente naquele colchão. Mas uma noite naquele tempo. Eu posso dormir lá hoje. Agora se eu quiser. Tá tudo no mesmo lugar. Meu avô, minha vó, o colchão, o abajour, o rádio. Mas eu não estou no mesmo lugar. Se eu deitasse no colchão não ouviria o rádio, eu desmaiaria de cansaço. E sem dúvida procuraria dormir o mais rápido possível, porque amanhã acordo às 5h.
Eu queria uma noite com aquele sossego.
Lembro que às vezes eu e meu avô ficávamos conversando horas e horas na sala. Eu espiava o relógio e eram 3h da madrugada, mas eu não ligava. Ele me contava as histórias de como era a vida no Ceará, de como ela conheceu minha avó, de como vieram parar no Rio de Janeiro, de como ele conseguiu suportar a saudade enquanto passou 26 anos viajando pelo mundo num navio enorme, porque ele trabalhava na Petrobrás e só vinha pra casa umas três vezes por ano. Ela, minha vó, que sempre ia se encontrar com ele quando ele estava em algum porto por perto do Rio.
E a cada história meus olhos se arregalavam mais. Eu achava fascinante tudo o que ele contava. Às viagens à Dinamarca, Bélgica, Estados Unidos. As coisas que aconteceram com a minha mãe quando ela era pequena...
Quando teve a minissérie Hilda Furacão ele pedia sempre pra eu ficar na sala vendo com ele porque ele não gostava de ver sozinho. Eu devia ter uns 6 anos. E como não entendia nada, sempre dormia. Ele ficava vendo com os óculos na ponta do nariz, e acompanhando o amor de Mateus e Hilda. Depois, quando acabava, e eu já estava desmaiada no sofá, ele me pegava no colo e me levava pro meu colchãozinho.
Às vezes de sem vergonha eu fingia que estava dormindo só pra ele me levar no colo. Ele me levava rindo e sempre dizia entre os dentes: "Tu não prestas hein ximbica?". É, é assim que ele me chama até hoje.
Tinha uma música que eu ficava esperando tocar e não dormia enquanto não tocasse. O nome certo nem sei, eu chamava de "Marinheiro".
"Marinheiro, marinheiro
Marinheiro de amargura
por tua conta marinheiro
vou baixar à sepultura
As ondas batiam
e na areia rolavam
Lá se foi o marinheiro
que eu tanto amava
Amor de marinheiro
É amor de meia hora
Navio levanta o ferro
Marinheiro vai-se embora"
Eu amava aquilo. Me lembrava do meu avô, porque ele passou 26 anos viajando por aí num navio. Como aquilo era gostoso. O nome do programa que tocava as músicas mais bonitas que eu já ouvi na vida é "Recordações Saudade". E o progrma existe até hoje.
A primeira noite que vim dormir na minha casa chorei até 4h da madrugada e meu avô veio me buscar quando soube que eu tava aqui chorando. Ele veio com um facão na cintura e me levou de pijama mesmo. O facão era pra se proteger de alguma coisa ruim no caminho. Ele conversou com a minha mãe depois e a convenceu a não forçar a barra pra eu dormir em casa. Quando tivesse que ser, seria e ponto. Ela aceitou e assim aconteceu. Às vezes eu peço a ela pra dormir lá no meu vô e ela não deixa. Quase nunca ela deixa. Acho que tem medo de que eu tenha uma recaída.
Talvez a culpa seja a casa do meu avô que tem um encanto que eu nunca vi na casa de vô de ninguém, só do meu.
-Vô, o que é cadáver?
- Cadáver é o mesmo que morto, que defunto.
- Um dia o senhor vai ser cadáver?
- Vou.
- Mas vô, o senhor ainda vai viver muito tempo né?
- Muito.
- Muito quanto?
- Muito duzentos anos.
- E duzentos anos é muita coisa?
- Ô, põe coisa nisso...
- E um dia o senhor pretende morrer?
- Todo mundo pretende ximbica.
- E eu posso ir junto?
- Claro que não, você ainda é muito nova.
Ai eu comecei a fazer beicinho de choro. E pra cortar o coração do meu avô e com a maior inocência do mundo eu pedi a a ele em prantos:
-Ah vô, eu sou tão boazinha pro senhor, leva eu mais você...
Seus olhos ficaram úmidos, mas ele disfarçou. Lembro bem.
Aí eu acordei pro mundo presente. Minha estação era a próxima. Olhava para aquelas pessoas no trem sem vontade de nada. Só de voltar a ter seis anos. Às vezes a vida é bem cuel, e não nos deixa voltar nem ao menos um minutinho. "Por sorte quando chegar em casa posso abraçar meu avô e ficar um pouquinho com ele, tem gente que nem isso mais pode fazer", pensei.
É, os anos se passaram vovô. Hoje já não tenho mais seis anos, mas na minha saudade tenho impressão que continuo criança. E que você a qualquer momento vai me trazer um chocolate bem quente à noite, me deitar no sofá e ficar tocando violão até eu dormir. Tocando músicas lindas, de um jeito que só você e o Nelson Gonçalves sabiam tocar.
Foi você que me ensinou a ternura da vida, meu avô querido. Um dia, te prometo que eu vou fazer o mesmo com meus filhos. E se eu não tiver tempo, vou ensinar meu pai e minha mãe, para ele fazerem, porque a vida sem ternura não é lá grande coisa.
Naquele tempo, no tempo de nosso tempo, eu não sabia que os anos se passariam e hoje não teríamos mais tempo de fazer o que pra mim mais importava na vida durante minha infância: Sentar no sofá bem de noitinha e ouvir suas histórias fascinantes.
E ele sempre dizia que eu nunca ia esquecer nada daquilo, pro resto da minha vida todinha. Não sei porque ele dava tanta trela à uma pirralha de 6 anos. Mas sabem, acho que ele tinha toda razão, eu nunca vou esquecer mesmo. Hoje tenho consciência de que ele vai morrer, todo mundo morre. Naquela época doía como mil facas cortando meu peito pensar na idéia de que meu avô um dia iria morrer. Doze anod se passaram, e é impressionante. Continua doendo do mesmo jeito.
Carolina Guimarães.

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Laís.doc


Há muitos anos atrás nascia uma menina que é bem mais que especial em minha vida...
Uma menina que trouxe tristeza pra uns, mas muitas alegrias pra outros. E pode ter certeza que as alegrias que essa menina conseguiu trazer, superou toda e qualquer tristeza que pensasse em se alojar.
Essa menina ilumina tudo onde chega, e chuta pra fora tudo o que é baixo astral. Essa menina é corajosa demais, não tem medo de ousar. É daquelas que não pensa duas vezes em virar o jogo quando tá infeliz. É daquelas que não teme mudanças radicais.

Ela é daquelas que uns reprovam, outros recriminam, e todos admiram. Uns pela coragem. Outros pela garra. Outros por simplesmente ela ser ela mesmo e não ter vergonha de se mostrar pra ninguém.

Mas sabe, eu chego à conclusão de que todos a amam. É impossivel não amar. Como pode alguém conviver ao seu lado e não se apaixonar perdidamente? Comigo foi irresistível. Paixão à primeira vista mesmo. Lá quando eu tinha meus seis anos, e comecei a dar valor às amizades.

De doze anos pra cá eu descobri que nós éramos muito mais que primas. Muito mais que amigas. Muito mais que irmãs. O que somos ainda não tem nome. E sabe, acho sinceramente quie nunca vai ter. Dificil duas pessoas nesse mundo inteiro terem a sintonia que nos temos. Acho que esse tipo de ligação só acontece uma vez na vida e no mundo, e Deus escolheu nos duas pra vivermos isso.

A menina de quem eu falo é aquela que faz meus olhos se encherem de lágrimas quando lembro de seu sorriso bobo. É aquela que sempre transborda de chorar nas despedidas, fazendo com que inevitavelmente eu chore também, porque sei que o tempo que ficaremos sem nos ver será longo. É aquela que jamais diz adeus. Sempre um até mais, porque mais cedo ou mais tarde, ela junta suas coisas e aparece no Rio de surpresa...

É aquela que eu amo sem querer nada em troca. Amo porque amo mesmo. Amo de graça. Sinto sua falta em tudo. E não me perdoo por não poder passar esse dia com você. Você sabe tudo o que te desejo no dia de hoje, e em todos os outros dias.

Desejo mais felicidade pra você do que pra mim, porque as vezes tenho mesmo a sensação de que gosto mais de você do que de mim.

Quero ser pra sempre sua irmãzinha-prima-amiga e tudo mais que for sinônimo de amor sem medidas.

É assim, e sempre seja assim, que não se acabe nunca, e não mude jamais. E se mudar, que venhamos a nos acostumar com as mudanças. E se nos acostumarmos, que não caia na rotina e enterre o nosso amor.

Parabéns, e tudo de mais maravilhosos que houver nesse universo pra você.

Amiga, irmã, prima, conselheira, ombro.


Carolina Guimarães.



Obs -> 1ª foto: Eu e Laís; 2ª foto: Laís.

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Antipáticos porém Adoráveis



Tenho estado consideravelmente chateada com algumas coisas que tem acontecido. Bem, essas coisas não começaram hoje, mas sabe, agora, tem me pertubado de um jeito fora do normal.

Bom, meus pais são pastores de um igreja, como a maioria sabe. Eu não sou a pessoa que possamos dizer assim bem, a mais simpática desse mundo, mas tabém não sou nenhuma insuportável. Antes deles serem pastores, existia sim um numerozinho de pessoas que não gostavam de mim na igreja, mas depois que eles se tornaram pastores, esse número quadriplicou. E isso tem mais ou menos uns sete anos. Nunca falei sore isso aqui porque nunca me chateei tanto. Mas quado você passa e vê 15 cabeças falando do sapato que você tá, do perfume, da maquiagem, se riu, se deu tchau, se não falou, pô na boa, isso irrita. Tirando os que falam mal mesmo, na carona de pau.

Domingo foi a gota d´água. Quado eu passo por alguém na igreja, sendo uma pessoa que eu não coheço, e este alguém vira a cara ou faz uma cara feia, já imagino que devem ter falado alguma coisa de mim, e raramete ligo, até porque meu pai disse que seria assim mesmo. E na verdade eu tô bem acostumada com isso, sempre foi assim. Mas domingo, fui falar normalmente, com uma menina que sempre falo, e ela virou a cara pra mim simplesmente porque estava no meio de pessoas que me detestam. E ai eu me perguto, o que eu fiz pra essas pessoas? Algumas delas ali eu em sei o nome! Eu nem as conheço. Cheguei em casa bem chateada e fui conversar com meus pais, afinal, eles me meteram nessa, rs.

Meu pai disse que é admiração. Mas que forma estraha de admirar hein? Segudo ele, a inveja é o mais alto estágio da admiração profunda.

Minha mãe disse que isso é normal, que até lá em Goiânia (lá ém a sede dá miha igreja e tem mais de 18 mil membros), as filhas do pastor de lá são odiadas. Mas meu Deus, por que isso? Eu não entendo. Sabe, eu me esforço pra ser legal com todo mundo, claro eu tenho minhas chatices, mas todo mundo tem sua mania.

E porque ter inveja? Eu sou uma pessoa absolutamente normal, meus pais, apesar de pastores, são normais. Minha mãe briga quando eu não como direito, meu pai me levanta pra escovar os dentes. Eu faço xixi também sabe. Às vezes eu tenho preguiça. Ah! eu acordo feia. Sim, eu não acordo linda como as pessoas na igreja devem imaginar. Eu não estou sempre de maquiagem e com cara de miss. Eu sou um ser humano normal. E mais, eu tenho sentimentos. Sentimentos esses que são covardemente abalados cada vez que acontece uma coisa dessas. Como a menina que me ignorou. Gosto dela, por isso fiquei chateada. Achei uma atitude bem feia se vender por causa de meia dúzia de "amigos". Minha mãe disse que me tratam mal porque queriam estar no meu lugar. Meu Deus, meu pai tá aí ó. Não tenho ciúme dele, juro. Empresto ele pra quem quiser chamá-lo de pai um pouquinho. Me perturba saber que as pessoas pensam que eu me arrumo pra chamar a atenção. Que eu me visto de determinado jeito pra humilhar e pisar nas pessoas, quando na verdade é porque gosto e me sinto bem. É meu estilo, e ponto. Às vezes tenho medo do que as pessoas podem pensar, achar, julgar. Isso me consome.

Conversando com minha mãe, ela me disse que eu não tenho que deixar de ser eu mesma pra agradar as pessoas. Mas ultimamente tenho feito isso. Tenho faldo demais, tenho rido demais, tenho sido gentil. Quem está se divertindo é uma Carolina que eu detesto, uma Carolina que não sou eu. Uma qualquer uma.

Acho que isso não é um privilégio meu, mas qualquer pessoa, sente-se mal onde sabe que não é bem-vinda. Mas é ai que surge a questão, quem disse que não sou bem-vinda? É pra ser metida? Serei. Meu pai é o pastor, falem mal ou bem, sou bem-vinda sim. O mais engraçado é que a maioria das pessoas que me-odeiam-sem-me-conhecer, depois que me conhecem sempre falam: "Nossa, mas antes de te conhecer eu te achava tão arrogante!", e eu sou obrigada lógico a responder: "Mas eu sou. rs"

Meu pai me deu um conselho ontem a noite, eu eu vou seguí-lo à risca. Ele disse que poucos tem esse privilégio. De sair e entrar em todas as salas da igreja a hora que eu quiser (Inclusive o gabinete dele), saber antes de todo mundo a programação das igrejas, os livros que serão lançados, as festas que acontecerão. Frequentar lugares que todos gostariam de ir mas não podem, porque só quem tá "lá dentro", pode. No fundo sei que ele quis dizer o seguinte:

"Seja você agradando os outros ou não, mas se preocupando, porque você é a filha do pastor, e como tal, tem que ser um grande exemplo. E aproveite o lugar que você ocupa, e a posição que você está, porque como você pode ver minha filha, não é pra qualquer um".

Meu pai é fantástico. Conseguiu reverter a situação completamente. Eu que estava achando um pesadelo ser filha de pastor, agora estava achando o máximo. Fui dormir como se só eu tivesse ganhado em um sorteio um jogo super disputado. Quer dizer, eu e minha irmã, rs. Fui dormir leve, suspensa no ar. "Só eu sou", porque Deus quis assim. Então, ao invés de ficar me lamentando e me perguntando porque aquelas milhares de pessoas me odeiam, me perguntando "será que eu colei chiclete na cruz?" Eu decidi aproveitar os benefícios que isso me traz. Sei que tenho que ser o exemplo, que não posso usar qualquer roupa, que tenho que sorrir pras pessoas, e ser o mais educada possível, uma lady. Mas com isso vem também passeios, e reconhecimentos maravilhosos. E essa sou eu. O povo gostando ou não. Que virem a cara, que olhem torto, que nem olhem, ou ignorem. Não estou mais tentando agradar ninguém. Estou tentando ser eu. Mas sendo também sorridente, e bem educadinha, senão, quando a gente chega da igreja em casa, minha mãe torce minhas orelhas, rs.

"Às vezes eu tento ser modesta, mas ai... começam a me faltar argumentos".

Meu beijo,
Carolina.

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Ê laiá...

Essa semana foi punk. "Quase" perdi o celular, meus pais viajaram e senti uma falta doída deles, achei que ia ser demitida, e pra completar, TPM.
Engraçado que quando não estamos esperando, coisas boas acontecem e quando estamos, raramente acontecem e nós frustramos.
Essa semana eu esqueci no trem um livro que é uns R$80,00. Pegava na biblioteca justamente porque não queria comprar e agora ia ter que pagar um pra eles. E eu queria alguém pra conversar e minha mãe estava viajando. Fiquei péssima. Cheguei na faculdade na terça super péssima. Fiquei conversando com um amigo e contando tudo o que estava "assolando" meus dias, ele disse uma coisa que eu acho que não vou mais esquecer. "Quem sofre por antecipação, sofre duas vezes". ele me disse exatamente assim:
- Pô Carol, mesmo se acontecer isso tudo o que você tá achando, deixa pra sofrer na hora que acontecer. Sofrer agora resolve o problema? Então cara...

Aí eu resolvi deixar de ficar mal. Resultado: no dia seguinte quando estava saindo do trem na estação de São Cristóvão um velinho me chamou e perguntou se eu tinha esquecido algum livro no trem. Eu disse que sim na esperança de ele dizer que viu o livro ou sei lá, viu alguém que o pegou. Ai ele falou que me viu esquecendo e guardou pra me dar no dia seguinte. Depois quando cheguei no trabalho vi que na verdade, ninguém tinha roubado meu celular, e sim que eu tinha esquecido lá. E não fui demitida também. Sofri à toa. Só uma coisa eu sofri com razão. a ausência da minha mãe. Graças à Deus ontem à noite eles chegaram. Eu tava mmorrendo de saudades. Tem muitos jovens que pedem a Deus para seus pais viajarem um final de semana, porque isso mal ou bem acaba proporcionando uma certa "liberdade", mas meus pais passaram uma semana fora e eu não gostei não. Senti falta.

Bem, tô sem inspiração, tinha mais algumas coisas pra contar mas esqueci. Fiquei chateada ontem porque acho que meu pai perdeu as fotos do meu noivado. Ontem fiquei caçando no notebook dele e não achei. Hoje vô procurar no notebook da minha mãe. Pode ser que ainda estejam na máquina. Se eu tiver sorte, estarão. Vamos ver né?!

Ah! Estou devorando um livro muito bom. Chama: "O dia do curinga". É a continuação, ou baseado sei lá, no livro "O mundo de sofia". Ainda estou no meio mas, quando terminar comento alguma coisa por aqui.
Vou indo que tenho 10 unhas pra fazer, rs.
Meu beijo,
Carollll

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